BRASIL USARÁ RESERVAS PARA PAGAR BANCOS

No próximo dia 15 de abril, o governo brasileiro deverá separar cerca de US$2,8 bilhões das reservas cambiais para dar garantias colaterais aos bancos credores, simultaneamente à troca de títulos da dívida velha em bônus de reestruturação da dívida externa junto aos bancos privadores, credores do país. Pelo acordo externo, as garantias seriam divididas entre as reservas cambiais (com US$1,4 bilhão) e aportes de recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (BIRD) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que, juntos, comporiam os US$1,4 bilhão restantes. Como essas instituições dificilmente comparecerão com os recursos no dia 15 de abril, data marcada para a troca dos papéis, até porque o acordo com o FMI ainda não está concluído, o governo brasileiro deverá fazer uma "ponte" com as reservas e, depois, recompô-las. Mesmo os US$400 milhões do BID, que já estariam em processo de conclusão de negociação, segundo fonte do Ministério da Fazenda, não deverão estar disponíveis para as garantias no dia 15 de abril (GM).