O governo boliviano se apressou a garantir que dispõe de reservas suficientes para abastecer de gás o Brasil por mais de 20 anos, e negou que existam dificuldades na execução do projeto de integração energética que está sendo desenvolvido entre os dois países. O secretário de Energia e Hidrocarburetos, Carlos Miranda, garantiu que o cronograma do ambicioso empreendimento conjunto está sendo cumprido rigorosamente. As afirmações do funcionário boliviano respondem a uma versão jornalística proveniente do Rio de Janeiro, segundo a qual existiram discussões técnicas e razões políticas, no Brasil, que impediram a execução do projeto de integração energética. Miranda negou que exista resistência de parte da PETROBRÁS para construir um gasoduto binacional de 2.233 quilômetros entre Santa Cruz de La Sierra e São Paulo, devido a uma suposta insuficiência das reservas bolivianas de gás. A construção do gasoduto exigirá investimentos de cerca de US$2 bilhões. Segundo as estimativas oficiais, a Bolívia tem reservas comprovadas, certificadas e acessíveis, e que por tanto não admitem qualquer dúvida, de 4.200 quatrilhões de pés cúbicos de gás natural. Além disso, as reservas prováveis, que têm certa margem de incerteza mas poderiam ser comprovadas em melhores condições econômicas, chegam a 5.900 quatrilhões de pés cúbicos (JC).