BRASIL E SÓCIOS DO MERCOSUL DISCUTEM ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO

Os ministros de Relações Exteriores e de Economia dos países que integram o MERCOSUL, reunidos ontem em Buenos Aires (Argentina), decidiram marcar para o dia 25 de março em Montevidéu (Uruguai), uma nova reunião de alto nível para dar andamento às discussões sobre as possibilidades de entrosamento entre o acordo do MERCOSUL e a implementação de uma Área de Livre Comércio na América do Sul, proposta pelo Brasil. No encontro, o chanceler brasileiro, Celso Amorim, procurou convencer os demais representantes dos países do MERCOSUL que a nova área não prejudicará eventuais pretensões dos países da região em integrarem-se ao NAFTA e nem comprometerá o princício de livre comércio entre os próprios integrantes do MERCOSUL. Um comunicado conjunto foi divulgado pelos ministros em Buenos Aires, logo após o encontro, no qual se informa que na próxima reunião será avaliada também a projeção continental do MERCOSUL. A proposta brasileira, conforme explicou Amorim, prevê que, ao contrário de outros acordos, como o da ALADI, que procuram estabelecer limites para a comercialização de produtos com tarifa zero, propõe a definição de limites para ao volume de comércio externo sujeito a tarifa. Ele imagina que a fatia sujeita a tarifa não ultrapasse 20% do volume de comércio entre países, bilateralmente, ou entre blocos de países. Os 80% restantes entrariam em processo gradual de redução tarifária de modo que a alíquota chegaria a zero no prazo de 10 anos. Não se sabe, ainda, a base que servirá de referência àqueles percentuais, podendo ser usada a própria lista de tarifas, o volume do comércio bilateral e até mundial. Seria criada uma lista de exceção com produtos sujeitos à tarifação, o
78613 resto seria negociado com tarifa zero de maneira automática e livre, disse o chanceler brasileiro (GM).