CAMPANHA DE CRIAÇÃO DE EMPREGOS GANHA ADEPTOS

Em várias regiões do Brasil estão sendo feitas tentativas para ajudar a segunda fase da campanha Ação da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida, liderada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho-- a criação de empregos. O uso da força humana em lugar de máquinas foi a solução encontrada pela prefeitura de Santos (SP) para tentar resolver o problema: moradores do Dique do Rio Bugre, uma favela de palafitas na Zona Noroeste da cidade, estão substituindo tratores e escavadeiras na tarefa de abrir um canal de escoamento de esgotos no local. O saneamento do Rio Bugre, que emprega 98 pessoas, é uma das frentes de trabalho criadas para aproveitar a mão-de-obra disponível em áreas carentes. O lixo produzido por três grandes estatais (Banco do Brasil, FURNAS e Dataprev) vai abrir um campo de trabalho para moradores de uma das mais famosas favelas do Rio de Janeiro (capital). Cinco famílias do morro Dona Marta, na Zona Sul, começam a aprender na próxima semana técnicas de reciclagem de papel. Elas fazem parte do projeto-piloto de uma oficina de reciclagem que está sendo montada em Botafogo, na primeira iniciativa do comitê do bairro para criar empregos. No Nordeste, a comunidade de Nova Vida, em Canindé, é uma das primeiras do interior do Ceará beneficiada com a nova campanha. Com a solidariedade de funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), os moradores montaram uma cooperativa de produção de leite de cabra e esqueceram os planos de migrar para os grandes centros urbanos. O BNB já conta, em seis meses de trabalho, com 52 exemplos iguais a Nova Vida, que resultaram no aproveitamento de 1.225 trabalhadores (O ESP).