O empresário Paulo César Farias, o PC, negou ontem em depoimento à Polícia Federal, em Brasília (DF), que o ex-presidente Fernando Collor de Mello soubesse das propinas pagas pelos fornecedores da Central de Medicamentos (CEME) do Ministério da Saúde ao esquema PC. A exemplo do depoimento anterior, quando incriminou seu sócio Jorge Bandeira de Mello (que está foragido), dessa vez PC acusou de extorsão o empresário Luiz Calheiros Neto-- identificado pela PF como braço do esquema na Bahia. Os fornecedores da CEME pagaram ao esquema PC US$2,92 milhões em propinas. PC justificou os pagamentos que recebeu dos fornecedores como doações para campanhas políticas. Alguns dos empresários que fizeram os pagamentos ouvidos pela PF no entanto disseram que foram extorquidos: se não pagassem, não receberiam o dinheiro devido pela CEME. PC disse que não sabia de nada, e que Calheiros sequer prestava conta das contribuições (O Globo).