CHINA E ÍNDIA ESCAPAM DE CONDENAÇÃO PELA ONU

As Nações Unidas condenaram ontem diversos países por abusos dos direitos humanos. Pressões políticas levaram a Comissão de Direitos Humanos a deixar de lado resoluções sobre a China e a Índia. Em sua 55a. reunião anual, em Nova Iorque (EUA), a comissão condenou, entre outros, Irã, Iraque e Sudão. Pediu que a Indonésia melhore a situação dos direitos humanos em Timor Leste e apontou os sérvios como os principais responsáveis por violações na Bósnia-Herzegóvina. A China conseguiu evitar a aprovação de uma resolução proposta pela União Européia ao apresentar uma moção prévia contra a votação. Os chineses conseguiram o apoio de 19 países, entre eles Cuba, Índia e Líbia, para a moção-- 16 países votaram contra a moção e 17 se abstiveram. Uma resolução condenando a Índia pela repressão aos rebeldes de Caxemira foi retirada pelo Paquistão, depois de pressões feitas por Irã e China, ambos interessados em aumentar os contatos comerciais com Nova Déli. A comissão aprovou resolução proposta pelos EUA condenando Cuba. Ela afirma que o governo Fidel Castro "continua negando direitos fundamentais ao seu povo". Mas um dos investigadores sugeriu que Washington deve levantar o bloqueio contra a ilha. A ONU também criticou os militares haitianos. Segundo a resolução aprovada por unanimidade, os militares que derrubaram o presidente Jean- Bertrand Aristide iniciaram uma campanha de torturas e assassinatos no país. O governo de Israel foi condenado por violações cometidas no sul do Líbano. Entre os abusos mencionados estão o bombardeio de vilarejos, a destruição de casas e a detenção arbitrária de civis. A comissão confirmou a condenação anual ao racismo e incluiu o anti- semitismo entre suas formas (FSP).