PARTIDO DA MÁFIA INTRIGA O CONGRESSO

Foi ruidosa a reação do Congresso Nacional à denúncia do desembargador Antônio Carlos Amorim, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, de que um partido político brasileiro com chances de ganhar as eleições está recebendo "dinheiro sujo" da Itália. Ontem, o presidente da Câmara dos Deputados, Inocêncio de Oliveira (PFL-PE), decidiu acionar o procurador parlamentar da Casa para entrar na Justiça pedindo explicações a Amorim. As declarações foram feitas em Roma e o desembargador recusou-se a dizer o nome do partido. A decisão de Inocêncio atendeu solicitação dos deputados Carlos Lupi (PDT-RJ) e Sérgio Arouca (PPS-RJ). Ambos alegaram que o fato de o desembargador não citar o partido envolvido com dinheiro da máfia italiana põe sob suspeição todo o Congresso. Em nome do Senado Federal, o presidente da Casa, Humberto Lucena (PMDB-PB), disse que vai solicitar providências ao procurador-geral da República, Aristides Junqueira. A Justiça Eleitoral pode cassar o registro do partido político que estiver recebendo dinheiro da máfia italiana ou de qualquer outra organização internacional. O alerta é do procurador-geral da República, Aristides Junqueira, que espera apenas a volta do desembargador Amorim ao Brasil para pedir-lhe detalhes sobre a denúncia (JC).