O secretári do Tesouro da Grã-Bretanha, Michael Portillo, disse ontem, em São Paulo (SP), que a conclusão do acordo do Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI) é um fator crucial para a reabertura das linhas de garantias de crédito às exportações britânicas para o Brasil. O crédito foi suspendo em 1988 devido à inadimplência do país junto aos credores oficiais do Clube de Paris. Portillo ressaltou que o avan,o das negociações do Brasil com o FMI e os bancos credores e o processo de combate à inflação no país são "fatores importantes" na melhoria da imagem do Brasil no exterior. Acompanhado de 10 empresários britânicos, o secretário do Tesouro encontrou-se com o governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury (PMDB), e com o prefeito Paulo Maluf (PPR), para oferecer a "experiência positiva" da Grã-Bretanha na privatização de serviços público. Os empresários mostraram interesse nos projetos de despoluição de rios e do gasoduto da Bolívia para o Brasil. No ano passado, as exportações britânicas para o Brasil cresceram 50%, alcançando o valor recorde de US$662,5 milhões contra exportações brasileiras para a Grã-Bretanha de US$1,35 bilhão (FSP).