O secretário-geral das Nações Unidas, Boutros Ghali, advertiu ontem, Dia Internacional da Mulher, que as mulheres continuam a ser "o maior grupo privado de seus direitos em todo o mundo". Por sua parte, a primeira-dama da Bolívia, Ximena de Sanchez de Losada, assinalou que quando as mulheres são discriminadas, a família sofre e o crescimento econômico é afetado. Ghali e Losada foram os oradores na cerimônia de ontem, na sede da ONU, em Nova Iorque (EUA), celebrando o Dia Internacional da Mulher. Realizou-se também uma reunião conjunta do Grupo de Defesa da Igualdade de Direitos para a Mulher e da Organização Feminina para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. O secretário-geral da ONU acentou que "é cada vez maior o reconhecimento formal dos direitos da mulher. Há uma aceitação legal da igualdade entre a mulher e o homem, mas as pesquisas indicam que, seguidamente, na realidade continuam as diferenças". Segundo ele, embora as leis e as políticas tenham mudado, os benefícios dessas modificações ainda não se manifestaram nas vidas de milhões de mulheres de todo o mundo. As mulheres continuam ganhando menos do que os homens e a média mundial é de entre 30% a 40% a menos, para as mulheres, por um mesmo trabalho (JC).