VACINA CUBANA PODERÁ SER FABRICADA NO RIO EM UM ANO

Um consórcio formado por quatro instituições científicas do Rio de Janeiro e um laboratório cubano poderá produzir, em um ano, a primeira vacina brasileira contra a meningite dos tipos B e C, as formas mais letais da doença. O Instituto Finlay, o laboratório cubano que desenvolveu a vacina, está disposto a formar uma joint-venture com laboratórios fluminenses para fornecer a vacina para todo o mercado latino-americano. O acordo prevê a transferência de tecnologia e insumos cubanos para a produção da vacina em dois importantes laboratórios do Rio, o Instituto Vital Brazil e a Fundação Ataulfo de Paiva. a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) vai participar do consórcio através de duas entidades: a Bio- Manguinhos, que vai fornecer parte dos insumos necessários ao produto, e o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), que fará o controle final do medicamento. O presidente da Empresa Fluminense de Pesquisa (Flutec), Eduardo Costa, disse que o Instituto Finlay pretende financiar parte da produção da vacina no Brasil, pois aposta em criar no país uma base de produção de medicamento para o MERCOSUL. A Fundação Estadual de Amparo à Pesquisa (Faperj) comprometeu-se a financiar os estudos sobre a transferência de tecnologia, estimados em US$400 mil, enquanto a Flutec vai investir US$100 mil em pesquisas sobre a quantidade de doses necessárias nas campanhas de vacinação de massa (JC).