O número de indústrias de informática instaladas na Zona Franca de Manaus (AM) mais que dobrou nos últimos três anos. Em 1991, existiam 15 empresas do setor. No ano seguinte foram instaladas mais três e, em 1993, a ZFM somou 37 fábricas de componentes de informática e microcomputadores. Nesse período, a quantidade de equipamentos produzidos aumentou 204% (129.671 produtos em 1991 e 394.225 no ano passado) e o faturamento global passou de US$48 milhões para US$207,6 milhões-- crescimento de 332,5%. Segundo a Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), o pólo de informática foi o que mais cresceu entre os outros instalados no Distrito Industrial da cidade. No total, existem 88 projetos no setor para diversificação e produção de placas de circuito impresso, monitores de vídeo, unidades de discos magnéticos flexíveis e rígidos, CD-ROM, entre outros. O produto que mais cresceu foi o microcomputador. De acordo com estimativas da SUFRAMA, 65 mil unidades de micros foram lançadas no mercado em 1993, contra 13 mil em 1992. Em 1991, a produção não passou de duas mil unidades. O deslocamento de empresas de informática à ZFM, neste período, deveu-se aos incentivos fiscais oferecidos. Os bens de informática são isentos de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), têm redução do Imposto sobre Importação (II) e de 40% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na importação. No entanto, hoje, esses incentivos não são considerados pelos empresários do setor de informática como fatores de atração de novas indústrias. Isso porque outras isenções, mais convidativas, são oferecidas em outros estados, como no Paraná, onde o ICMS na importação é zero (FSP).