MULHERES AMEAÇADAS SE ESCONDEM EM ABRIGO EM SÃO PAULO

Treze mulheres passarão o Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje, protegidas por investigadoras e assistidas por psicólogas, em um abrigo cujo endereço é mantido em sigilo pela Polícia Civil de São Paulo. A clandestinidade garantida pelo estado tem um motivo comum-- a violência dos maridos. Saíram de casa com as roupas do corpo, os filhos e pouco dinheiro, após espancamentos contínuos, ameaças e mesmo facadas. O abrigo mantido pela Polícia Civil de São Paulo para mulheres em situação "extremamente arriscada" tem um nome sintomático: Comvida (Centro de Convivência para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica). A casa é um microcosmo muito reduzido dos números da violência contra a mulher na cidade de São Paulo-- 4.813 queixas de lesões corporais e 300 de estupro registradas no ano passado, crimes atribuídos por mulheres aos respectivos maridos (FSP).