CENTRAIS DECIDEM AGUARDAR VOTAÇÃO PARA IR À GREVE

Após reunião com o ministro do Trabalho, Walter Barelli, ontem, em São Paulo (SP), representantes de três centrais sindicais-- Força Sindical, Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) e Central Geral dos Trabalhadores (CGT)-- resolveram esperar pela aprovação das emendas à medida provisória que criou a Unidade Real de Valor (URV) para decidir se vão entrar em greve geral ou não. Somente a Central Única dos Trabalhadores (CUT) manteve a posição de fazer greve geral na segunda quinzena deste mês. Durante o encontro, Barelli admitiu que o plano econômico prejudicou os trabalhadores, tendo admitido que estavam corretos os cálculos do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (DIEESE), que apontam para perdas de até 35% durante a conversão dos salários à Unidade Real de Valor (URV). Mesmo assim, o ministro defendeu o plano, argumentando que haverá um ganho futuro com a correção diária dos salários pela URV, e pediu paciência e um voto de crédito ao governo. "O DIEESE não está errado nos seus cálculos. Mas temos que olhar o plano para a frente e não para trás, como faz o movimento sindical. Com a estabilização, haverá crescimento da massa salarial", disse Barelli. Amanhã, as quatro centrais sindicais reúnem-se em Brasília (DF) com a comissão mista do Congresso Nacional com o objetivo de discutir as emendas à MP da URV (O Globo).