Devido à sua condição sócio-econômica desigual e ao stress consequ"ente, as mulheres sofrem mais de problema de saúde mental do que os homens, revelou estudo divulgado ontem pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Produzido em conjunto pela Kei Center for Women`s Health in Society, com sede na Austrália, e pela OMS, o relatório pede um reconhecimento maior da vulnerabilidade das mulheres aos problemas mentais. Situações que a sociedade aceita como normais podem frequ"entemente levar a problemas mentais nas mulheres por causa da pressão adicional que eleas enfrentam em seus papéis como esposa, mãe, filha, trabalhadora, diz o relatório. Mais de 90% das pessoas com bulimia e enorexia são do sexo feminino, uma situação que, segundo o relatório, deve-se aos estereótipos sociais do corpo ideal, o qual a maioria das mulheres não consegue alcançar. A OMS e o centro australiano alertam ainda contra as teorias psicológicas que pregam a experiência masculina como padrão e avaliam as mulheres de acordo com normas masculinas. O relatório diz que problemas de saúde mental ocorrem com maior frequ"encia em mulheres casadas e aumentam com o número de filhos. Uma mãe que trabalha fora de casa e é a única responsável por seu filho tem um nível maior de desgaste psicológico. Entretanto, o emprego reduz a depressão quando o marido divide a tarefa de cuidar das crianças. Segundo o estudo, as mulheres gastam, em média, três horas por dia com o trabalho de casa e 50 minutos com as crianças, enquanto que os homens gastam tão-somente 17 minutos com as tarefas domésticas e 12 minutos com os filhos. Pais que trabalham fora também assistem uma hora a mais de televisão do que suas esposas, dormem meia hora a mais e gastam mais tempo nas refeições. A pobreza é o baixo padrão de vida social também estão relacionados aos problemas mentais. Mães solteiras, especialmente aquelas com baixa renda, correm riscos maiores de entrar em depressão. O abuso e a violência conjugais têm um efeito negativo e irrefutável sobre a saúde mental das mulheres. O relatório diz que a violência doméstica ocorre em pelo menos metade das famílias nos EUA, onde mais de dois milhões de esposas são agredidas todos os anos (JC) (JB).