A Anistia Internacional saudou ontem a criação, pelas Nações Unidas, de um cargo de relator especial para as violências praticadas contra as mulheres, mas denunciou a falta de ação dos governos, cujos agentes ou tropas são culpados dessas violências. A Anistia denuncia os países que cometem violências contra as mulheres e que não adotaram ainda medidas contra seus agentes ou militares, acusados de "sequ"estro, tortura ou assassinatos de mulheres". Nas zonas de conflito, as violações se transformaram na forma mais habitual de atropelo aos direitos da mulher, destaca a Anistia, recordando que as três partes do conflito bósnio são culpados do delito. A Anistia Internacional cita, entre outros, o caso de violações de mulheres em algumas regiões da Índia, por policiais; no Peru e Djibui, por militares. Refere-se também ao Afeganistão, onde as mulheres diplomadas ou que exerçam profissões qualificadas são o alvo prioritário de algumas facções e "são obrigadas a fugir do país às centenas" (JC).