Mais do que comemoração, o Dia Internacional da Mulher vai merecer, hoje, muita reflexão. Um out-door instalado pelo Conselho Estadual do Direito da Mulher (Cedim), no centro do Rio de Janeiro (capital), vai mostrar estatísticas preocupantes: uma em cada 100 mulheres já está com o vírus da AIDS e 900 mil mulheres são esterelizadas no país. O painel, em exposição de hoje até o próximo dia 11, vai alertar também que a mulher corre o risco de perder alguns dos direitos adquiridos em 1988 na revisão constitucional. A descriminalização do aborto e as licenças maternidade e paternidade são alguns dos temas que muitos parlamentares querem ver fora da Constituição. "Nenhum Direito a Menos, Alguns Direitos a Mais", será o tema utilizado na manifestação hoje. Será que a mulher tem algo a comemorar hoje? Apesar dos mais de oito mil casos de agressões a mulheres registradas só no ano passado, policiais das Delegacias de Atendimento a Mulher (Deam) consideram que sim. A delegada Leila Carvalho, de Duque de Caxias (RJ), diz que, bem ou mal, a mulher avançou em sua luta pela cidadania, enquanto sua colega de Nova Iguaçu (RJ), Maria Carmatela, afirma que a própria Deam é um símbolo do reconhecimento pelo estado do direito da mulher (O Dia) (JC).