BRASIL LIDERA OFENSIVA AO MÉXICO

A conferência de chanceleres e ministros de Economia dos países do Mercosul, que se reunirá na próxima semana em Buenos Aires, poderá optar por uma ofensiva comercial contra o México. Por iniciativa da delegação brasileira, os representantes dos quatro governos analisarão a situação do México que, ao associar-se aos Estados Unidos e Canadá no Nafta, complicou sua situação dentro da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI). Os chanceleres e ministros de Economia avaliarão a proposta brasileira de criar uma união regional, batizada como Associação de Livre Comércio Sul-Americana, que foi proposta pelo presidente Itamar Franco. Os representantes dos quatro países estudarão os prazos e mecanismos de integração da nova área de comércio e seus vínculos com a ALADI, à qual pertencem dez países da América do Sul e o México. Uma versão difundida ontem pelo jornal El Cronista, da Argentina, afirma que o Brasil proporá lançar uma dura ofensiva contra o México, que ao assinar o Nafta teria traído a ALADI. Ao assinar o acordo, o México não estendeu suas preferências tarifárias aos outros países da ALADI, e por isso deveria pagar compensações aos seus sócios, tal como determina o Tratado de Montevidéo, na visão do Brasil (JC) (JB).