O uso de duas drogas-- mefloquina e artesunato--, associadas ou isoladas, apresentou 100% de eficácia no tratamento de 50 pacientes de malária no município de Itaituba (PA). Itaituba, centro de garimpeiros, é um dos municípios de maior incidência da doença na Amazônia-- região onde ocorrem 99% dos 600 mil casos de malária registrados anualmente no país. A experiência, desenvolvida pelo Instituto de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará, foi indicada ao prêmio de melhor trabalho de combate à malária no mundo pelo laboratório Mepha, da Suíça, um dos que produzem as drogas. Os pacientes tratados com as drogas apresentaram melhoras dois dias após a ingestão dos remédios. Elas têm ainda a grande vantagem de produzir menor efeito colateral do que o quinino, um produto químico bastante usado que elimina a doença, mas provoca resultados danosos ao organismo humano. Entre os efeitos conhecidos, há a redução da audição e o comprometimento do fígado (FSP).