EMPRESÁRIOS PAULISTAS APÓIAM O PLANO ECONÔMICO

Os empresários paulistas decidiram ontem, em reunião na FIESP, apoiar firmemente o plano Fernando Henrique Cardoso, que "precisa dar certo". Os empresários manifestaram, ainda, seu temor quanto a um eventual fracasso das medidas antiinflacionárias se a transição para a nova moeda não for acompanhada de "profundas reformas estruturais" no âmbito da revisão constitucional. A avaliação da FIESP é que a revisão constitucional tem que ser concluída até 31 de maio deste ano. Para o presidente da entidade, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, o país "não pode continuar vivendo de plano em plano", sem cobater a verdadeira causa da inflação que é o desequilíbrio das contas públicas. A indústria paulista considera o plano FHC "o melhor que já se fez ao longo do tempo", mas tem duras críticas à forma de reajuste das tarifas públicas. Moreira Ferreira qualificou de "uma incoerência" o aumento médio em cerca de 50% das tarifas de energia elétrica e dos correios no mesmo dia do anúncio das novas medidas econômicas. Ele disse que a indústria paulista tem "uma grande preocupação" com a administração dos preços públicos, que, segundo o texto da MP 434, vai ficar ao exclusivo critério do ministro da Fazenda (FSP).