Prefeitos da macrorregião de Campinas (SP), que engloba 22 municípios, pretendem formar um consórcio intermunicipal de migração para atender ao crescente fluxo de famílias carentes vindas de outras partes do estado. A idéia, inédita no Brasil, está sendo coordenada pelo Grupo Regional de Reflexão-Ação sobre a Problemática da Migração. Um estudo da entidade mostrou que em apenas um ano dobrou o número de migrantes atendidos por albergues e casas de triagem da região. Segundo o relatório, o número médio de migrantes assistidos subiu de seis mil em 1992 para 12 mil no ano seguinte. A maior parte (69,55%) é originária do próprio Estado de São Paulo, principalmente das regiões norte e oeste. Os migrantes vindos de Minas Gerais estão em segundo lugar (7%) e os do Paraná, em terceiro (5%). O estudo constatou que o agravamento da crise econômica é a principal causa do deslocamento dessas pessoas (O ESP).