A primeira greve contra a conversão de salários em Unidade Real de Valor (URV), a dos Sindicatos dos Metalúrgicos de São Paulo, Osasco e Guarulhos, paralisou ontem a produção das maiores empresas dessas regiões. Segundo balanço dos três sindicatos, filiados à Força Sindical, 190 mil trabalhadores aderiram ao movimento-- de um total de 500 mil. A greve foi suspensa em assembléia no início da noite, de que participaram cerca de mil pessoas. Decidiu-se negociar reposição de pelo menos metade das perdas de fevereiro, avaliadas em 40%. O ministro do Trabalho, Walter Barelli, considerou precipitadas as greves dos metalúrgicos de São Paulo. Segundo ele, o que está existindo é uma dificuldade de entendimento do plano. "Esse plano só pode ser avaliado no dia do primeiro recebimento dos salários", afirmou. Para o ministro, os salários agora estão na única moeda que não permite perdas, já que ganham toda a inflação do mês, o que nunca aconteceu no passado, quando da edição dos outros planos econômicos. Barelli garante que, dependendo da taxa de inflação, os trabalhadores vão recuperar as perdas passadas (O ESP).