MADEIRAS PARA CASAS POPULARES

As empresas do setor de madeira preservada (tratada sob pressão) elegeram a construção civil como o próximo mercado a ser efetivamente conquistado nos próximos anos. A explicação para a escolha é simples: enquanto no Brasil apenas 3% da madeira preservada comercializada se destina à construção, nos EUA o índice é de 75%, sendo que aqui uma árvore de reflorestamento (pinus e eucalipto) atinge a idade de corte em 15 a 20 anos e, naquele país, essa mesma árvore pode demorar até 50 anos para atingir esse ponto. Atualmente, o uso da madeira preservada em residências se restringe quase que exclusivamente às casas pré-fabricadas. Mas as empresas que atuam no setor vêm apresentando projetos para construção de casas populares. "O potencial é enorme, já que o Brasil tem um déficit habitacional de 13 milhões a 15 milhões de unidades", afirma Waldemir Ku"rten, diretor da Ku"rten Madeiras e Casas Pré-Fabricadas Ltda., que há cinco anos investe em projetos para casas populares. A empresa, instalada no Paraná, trabalha há 12 anos com casas pré-fabricadas de madeira. O Paraná, por suas tradições culturais, deverá servir como o "pólo divulgador" do novo mercado de madeira preservada. O estado, colonizado por habitantes dos países nórdicos, foi o pioneiro na realização de licitações públicas para casas populares de madeira preservada (GM).