BANCO DO BRASIL QUER DAR NOBEL A BETINHO

Depois de ser uma das primeiras estatais a se engajar na Ação da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida, o Banco do Brasil abraça agora uma nova causa: abrir as portas de suas 4.700 agências, das quais 152 no Rio de Janeiro e 44 no exterior, para colher assinaturas em apoio à indicação do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, ao Prêmio Nobel da Paz. O BB é o primeiro órgão público a tomar a iniciativa. As assinaturas serão recolhidas até o final deste mês, e depois enviadas ao gabinete da Presidência da República, que as remeterá à Comissão do Prêmio Nobel da Paz, em Oslo (Noruega). O lançamento oficial do recolhimento de assinaturas aconteceu, ontem, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, com a presença do superintendente-adjunto do BB, Felipe Cruz, e de um dos coordenadores da campanha contra a fome, Miguel Darcy. As assinaturas de apoio à indicação de Betinho estarão abertas a toda a população, e o BB espera a adesão de milhões de pessoas, já que a instituição tem em todo o país 20 milhões de clientes, dos quais seis milhões são correntistas, além de 120 mil funcionários. Felipe Cruz disse que os "outros países só têm a aprender com o movimento" coordenado por Betinho. Algumas pessoas questionam por que um movimento apenas brasileiro pode ter
78386 influência a ponto de resultar na indicação de seu líder para um prêmio
78386 de reconhecimento mundial. Mas é muito simples. A campanha contra a fome
78386 no Brasil tem relação com o esforço para tornar o planeta mais habitável.
78386 Se conseguirmos fazer com que este prêmio seja dado ao Betinho estaremos
78386 fazendo com que seja concedido à causa que estamos abraçando, afirmou Miguel Darcy. Ele destacou também os esforços que estão sendo feitos para a implementação da segunda parte da campanha, que visa à geração de empregos (JC) (O Dia) (O ESP) (FSP) (O Globo).