EMPRESAS ADEREM À CAMPANHA CONTRA À AIDS

As campanhas publicitárias de prevenção à AIDS estão diferentes. Começam a cativar empresas fabricantes de produtos que não estão associados à AIDS. Uma mudança significativa, pois na década passada seria impossível imaginar uma empresa disposta a ter seu nome associado a uma doença fatal. Hoje, a situação é diferente. A empresa que faz isso ganha pontos em credibilidade, pois demonstra que está atenta e preocupada com a epidemia. Estar no front da batalha contra o HIV é uma atitude politicamente correta. Uma das pioneiras foi a italiana Benetton, com anúncios polêmicos e, em muitas vezes, chocantes. De uma maneira ou de outra é presença marcante desde o início. O publicitário Mário Cohen, presidente da agência Futura/SMS, que tem a conta da Benetton no Brasil, conseguiu cativar um outro cliente para essa luta: a Pirelli. Pneu não tem nenhuma ligação com AIDS, mas é essencial para a segurança. Sendo assim, ficou fácil associar a mensagem nos 250 out-doors espalhados por São Paulo durante o carnaval mostrando, lado a lado, pneu, bóia e uma camisinha com o slogan "Neste carnaval divirta-se com segurança". As entidades que prestam assistência aos doentes com o vírus HIV ficaram surpresas e apoiaram a mudança nas campanhas. "As empresas que estão nesse caminho estão demonstrando para a sociedade e seus funcionários um compromisso com a seriedade e isso é muito positivo", comenta Wildney Feres Contrera, vice-presidente do Grupo de Apoio e Prevenção à AIDS (GAPA). Ela lembra que há três anos a entidade encaminhou mais de 10 mil malas diretas para empresas de médio e grande portes alertando sobre a necessidade de criar uma política preventiva junto aos funcionários. Apenas 1% se manifestou sobre a nossa sugestão, comenta. "A situação ainda não é ideal, mas os empresários começaram a perceber que economizarão muito mais com trabalhos preventivos", afirma (O ESP).