O procurador-geral da República, Aristides Junqueira, vai ter que refazer o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Orçamento para poder denunciar, civil e penalmente, todos os envolvidos no escândalo do Orçamento Geral da União. Junqueira disse ontem que o presidente do Congresso Nacional, senador Humberto Lucena (PMDB-PB), não vai enviar toda a documentação porque o relatório final teria autorizado apenas a remessa ao Ministério Público das provas contra nove parlamentares. Esses nove relatórios já estão na Procuradoria. Junqueira recebeu a explicação de que a documentação relativa aos demais investigados não poderia ser remetida porque seria quebra de sigilo bancário. O procurador- geral está estudando qual solução adotar: se pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra do sigilo bancário dos investigados ou pedir ao Supremo que interceda junto ao Congresso para que as provas sejam liberadas (FSP).