ZONA FRANCA DE RIVERA

Produzir bens e serviços livres de tributos em ponto estratégico do MERCOSUL, garantindo preços compatíveis n maior mercado regional, o Brasil, e no mercado internacional. Essa idéia já seduziu empresários brasileiros, uruguaios e chilenos, que estão investindo US$13,4 milhões nas primeiras oito empresas da Zona Franca Rivera, empreendimento privado localizado em Rivera, Uruguai, na fronteira seca com Santana do Livramento (RS). "É um terceiro país", define o presidente da ZFR, Luis Alberto Damboriarena, ao descrever as vantagens da zona, onde a única proibição é a fabricação de armas e munições e a venda de drogas. "O resto pode, sem impostos", disse ele. A Zona Franca Rivera, cujo projeto foi aprovado em 13 de abril do ano passado e cuja inauguração está prevista para a mesma data deste ano, é a sétima zona franca e a terceira de capital privado do Uruguai. Este "país" que pode fornecer mercadorias a custos até 40% menores tem 50 hectares, dos quais 17 usados na primeira etapa do projeto, que terá um custo de US$5 milhões. Até agora foram investidos US$3 milhões pela Riodam S/A, empresa dos três sócios da ZFR, Jorge Seré Ferber, despachante baseado na capital uruguaia (50% do capital), Júlio Cal de Damboriarena (25% cada). Dois terços desses recursos provieram do Banco Surinvest, de Montevidéu, para pagamento em seis anos e com dois de carência, a juros não revelados (GM).