O governo argentino está concluindo a elaboração da proposta que apresentará ao Brasil para definir a tarifa externa comum destinada ao setor químico e petroquímico no MERCOSUL. Esse setor figura atualmente nas listas de exceções (junto com bens de capital e a informática) mas a partir de 1o. de janeiro de 1995 os quatro países do MERCOSUL deverão adotar um sistema tarifário comum para todos os produtos importados de outras nações. O prazo para a determinação da tarifa vence em fins de abril. No começo de abril uma delegação argentina deve vir ao Rio de Janeiro para manter encontros bilaterais e entregar aos negociadores brasileiros a fórmula do acordo. O patamar da tarifa externa comum tem sido um dos temas mais polêmicos nas negociações prévias à formação do pacto de integração. Para a Argentina, cuja indústria está em processo de modernização, a importação desses bens e produtos deve ter tarifa zero, mas para o Brasil, produtor de bens semelhantes, a proteção tarifária deve existir (JC).