O ministro do Trabalho, Walter Barelli, não aceita que somente os salários tenham regras de conversão para URV, como consta da minuta de medida provisória apresentada no último dia 21 em reunião no Ministério da Fazenda com a equipe econômica e o ministro da Previdência, Sérgio Cutolo. Barelli disse a pessoas próximas que é inaceitável que só os trabalhadores sejam obrigados a concordarem com a conversão dos seus salários pela média. Se isto se confirmar, o ministro pode pedir demissão do cargo. Barelli tem defendido que o governo institua regras somente para o salário-mínimo e para o funcionalismo público. Os demais trabalhadores converteriam seus vencimentos para URV em negociação direta com os patrões, com base no contrato coletivo. Para o ministro, este é o momento ideal para pôr em prática o contrato coletivo, bandeira de sua administração. A equipe econômica, entretanto, até agora descarta a imposição de regras de conversão de preços do setor privado. O técnico Ronald Castelo Branco, especialista em preços, que trabalha com o assesor especial José Milton Dallari, informou que não está em discussão a conversão compulsória dos preços privados nem parâmetros (JB).