O ex-ministro do Trabalho e da Previdência Social, Antônio Rogério Magri, reapareceu ontem para prestar depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF). Além de reiterar sua inocência, Magri acusou a deputada Cidinha Campos (PDT-RJ) de ter forjado uma trama ordinária em seu gabinete, para envolvê-lo em denúncias de corrupção e obter vantagens políticas. "Se houve uma trama, ele (Magri) foi o autor principal, não conheço um bandido que diga que cometeu o crime", reagiu Cidinha Campos. Ao ministro do STF, Carlos Mário Velloso, Magri negou, inclusive, que seja sua a voz contida na fita que o incrimina. Em 1991, o então diretor de arrecadação do INSS, Volnei Ávila, gravou uma conversa com Magri, na qual o ex-ministro afirma que ganhara US$30 mil em troca da liberação de recursos do FGTS para uma empresa. Exame feito no Instituto Nacional de Criminalística (INC), no entanto, atesta que o diálogo foi efetivamente entre Volnei e Ávila (JC).