O Banco Central informou ontem que a dívida pública federal cresceu cerca de US$4,3 bilhões de dezembro para janeiro, passando de US$41,2 bilhões para US$45,5 bilhões, ou CR$20,86 trilhões. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a dívida mobiliária (em títulos) passou de 7,8% para 8,5%. O chefe do Departamento Econômico do BC, Hélio Mori, disse que o crescimento foi causado pela necessidade de colocar no mercado um número maior de títulos para absorver o aumento de dinheiro que entrou em circulação no mercado em janeiro. Não fosse a pressão das operações do setor externo e do caixa do Tesouro Nacional, a base monetária (emissão de papel-moeda mais reservas bancárias) teria apresentado redução real ainda maior que os 19,8% registrados em janeiro. O crescimento, pela média dos saldos diários, foi de 12,5% contra 84% em dezembro, mas janeiro é um mês de redução tradicional das transações financeiras e de queda acentuada na demanda por papel-moeda. O BC informou ainda que as reservas internacionais brasileiras atingiram US$25,878 bilhões em dezembro, no conceito de caixa, e US$32,211 bilhões no conceito de liquidez internacional, onde são computados créditos de longo prazo. O crescimento foi provocado, principalmente, pela entrada de investidores estrangeiros nas Bolsas de Valores e no mercado financeiro. O saldo do mercado de câmbio em dezembro foi de US$2,662 bilhões e de US$3,499 bilhões em janeiro (JC).