O laboratório britânico Wellcome divulgou os resultados de um novo estudo que mostra que o tratamento com AZT elimina em dois terços o risco de transmissão do vírus de uma mulher grávida para o seu bebê. O estudo revelou também que a taxa de transmissão do vírus é de 8,3% quando a mãe e seu bebê são submetidos ao tratamento com AZT, em comparação a uma taxa de transmissão de 25,5% entre aqueles pacientes que receberam placebo. A experiência foi iniciada em abril de 1991 em 50 centros de saúde dos EUA e nove na França, quando 477 mulheres grávidas foram submetidas ao tratamento com AZT. "Os pesquisadores descobriram que tanto as mães quanto os bebês toleram muito bem o tratamento com AZT, não havendo nenhum efeito colateral significativo a curto prazo, a não ser uma leve anemia reversível em alguns bebês", informou o laboratório. A descoberta também tem dado lugar a um debate ético entre aqueles que exercem pressão para que as mulheres grávidas se submetam ao teste de AIDS, e os que defendem o direito da intimidade da mulher. Atualmente, existem no mundo um milhão de crianças infectadas com o vírus da AIDS, e a maioria infectada por suas próprias mães, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), que estimou que cerca de 10 milhões de crianças estarão contaminadas até o ano 2000 (GM).