PREFEITURAS CRIAM SOLUÇÕES CONTRA DESEMPREGO

Com o desemprego batendo diretamente em suas portas e às voltas com a crescente necessidade de dar assistência aos desempregados, prefeituras do interior de São Paulo estão criando meios para ocupar a mão-de-obra que não consegue entrar no mercado de trabalho. Em Paulínia, por exemplo, onde há cerca de quatro mil pessoas sem trabalho, empresas que contratarem gente da cidade ganham descontos de até 100% nas taxas e impostos municipais. Em Sorocaba, onde o desemprego atinge 15% da mão-de-obra ativa, a prefeitura abriu para todas as empresas do estado seu cadastro de 20 mil desempregados. Desde abril, quando começou a funcionar, até 31 de janeiro, a central de atendimento montada pela prefeitura cadastrou 21.539 trabalhadores. Destes, 3.163 foram encaminhados para 400 empresas que se utilizam do serviço de recolocação de mão-de- obra e 1.081 foram efetivamente contratados. Embora o interior do Estado de São Paulo seja considerado a região mais rica do país, sua produção agrícola, quase totalmente mecanizada, não retém a população, que acaba inchando os centros urbanos. Surgem problemas como os de Flora Rica: segundo o prefeito Nelson Ferreira (PFL), 88% da população calculada em 2.400 habitantes moram na cidade e 85% deles estão desempregados. O esforço contra a crise, como no caso de Paulínia, requer abrir mão de dinheiro. Com os benefícios para as empresas que ajudarem a combater o desemprego, a prefeitura deixará de arrecadar cerca de US$800 mil. Mas, segundo o prefeito Edson Moura (PMDB), este valor é inferior às despesas com assistência aos desempregados, que chegam a US$1,2 milhão por ano (O ESP).