A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) aproveitou ontem o lançamento da Campanha da Fraternidade de 94 ("A família, como vai?"), para condenar o uso de anticoncepcionais e preservativos como métodos contraceptivos. "Aprendemos que os devem ter o número de filhos que consigam criar com amor", disse dom Antônio Celso de Queiroz, secretário- geral da CNBB. A CNBB editou um livro sobre a campanha onde defende métodos naturais de controle da natalidade, como a abstinência sexual. De acordo com o texto, há casais que optam pela prevenção "para aproveitar a vida" ou "por motivos egoístas". Entre os tópicos discutidos pela campanha está a AIDS. Dom celso afirmou que as campanhas de combate à doença feitas pelo governo não devem ser levadas a sério. "Querem vender uma imagem de que sexo é a coisa mais natural do mundo desde que se use preservativo", disse. Segundo ele, "a AIDS só chega à família quando alguma coisa não deveria ter passado perto dela" (FSP).