O Brasil anunciou ontem as bases para a formação de uma área de Livre Comércio Sul-Americana, que visa a favorecer o desenvolvimento econômico e social da região através de uma liberalização acelerada do comércio de bens. Num discurso feito ante o Conselho de Ministros da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), o chanceler Celso Amorim fixou um prazo de uma década para alcançar tal objetivo, e alertou sobre a necessidade de obter rápidos entendimentos durante 1994. Amorim destacou que o projeto implicará também em conversações dentro de cada grupo sub-regional, para garantir os interesses destes e as expectativas de cada um de seus integrantes. Basicamente, o projeto propõe acordos sobre programas de isenção tarifária linear, automática e progressiva, assim como outros convenios relativos ao comércio. Segundo a ótica brasileira, é indispensável que as isenções ocorram em prazos e ritmos diferenciados, em consonância com o grau de desenvolvimento econômico, a produção e as peculiaridades das partes envolvidas. As negociações, segundo Amorim, deveriam limitar-se a mercadorias e ao campo tarifário e não-tarifária, com o objetivo de simplificá-las e permitir que o processo de liberalização comece em janeiro de 1995 (JC).