Uma crise latente no Mercosul, devida ao interesse da Argentina por entrar no Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), parece ter-se resolvido quando os chanceleres dos quatro países sul-americanos ratificaram o sistema de negociação conjunta com outros blocos econômicos. O chanceler uruguaio, Sérgio Abreu, garantiu ontem que existe acordo entre os integrantes do Mercosul para que nenhum deles possa associar-se individualmente a outros projetos de integração. Os chanceleres dos países membros do Mercosul participaram ontem da 8a. Reunião do Conselho de Ministros da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), na capital uruguaia. O chanceler uruguaio disse que o critério de negociação com outros blocos foi confirmado quinta-feira na reunião que manteve com seus colegas da Argentina, Brasil e Paraguai, na qual foi definida claramente a vontade política de ratificar o Mercosul. Abreu lembrou que não existem condições jurídicas para a negociação individual com outros blocos, o que faz com que o país interessado precise denunciar o tratado de Assunção, carta fundamental do Mercosul. Consultado sobre a eventual aspiração argentina de entrar para o Nafta, o ministro disse que, no Mercosul, "não consta tal oferecimento, e o Tratado de Assunção é claro quanto a impossibilidade de ações individuais". Em recentes declarações feitas em Washington, depois de entrevistar-se com funcionários americanos, o chanceler argentino Guido di Tella mencionou a possibilidade de que seu país entre para o Nafta (JC).