Se depender do ministro-chefe da Secretaria de Administração Federal, Romildo Canhim, os funcionários corruptos já estão com os dias contados. Canhim comentou as medidas que a Comissão Especial de Investigação esboçou para caçar os ladrões do Executivo. Com o apoio da Receita e da Polícia Federal, vão ser investigados os ordenadores de despesas e responsáveis pela liberação de verbas em todos os ministérios, órgãos governamentais e bancos oficiais. No Banco do Brasil, por exemplo, serão investigados oito mil funcionários. O ministro quer promover "uma revolução moral e ética no país". O presidente Itamar Franco exige explicações para as despesas de 51 órgãos e entidades federais que gastaram indevidamente o dinheiro público sob a rubrica de "verba secreta" (JB).