SEM-TERRAS DESOCUPAM FAZENDA EM GETULINA

A desocupação da Fazenda Jangada, no Município de Getulina (SP), foi feita de forma pacífica. Desde as seis horas de ontem, cerca de 1.500 policiais militares deram início à operação coordenando a saída das 2.300 famílias, que acamparam no local no último dia sete. Todos os posseiros foram revistados porque havia a suspeita de existência de armas em seu poder. As pessoas foram levadas, em carros cedidos pela prefeitura da cidade, de volta para o acampamento localizado no Município de Macucos, de onde saíram no dia seis. A desocupação foi provocada pela morte de Rafael Ortelhado, ex-empregado da fazenda, que levou um tiro na nuca durante um confronto entre pelo menos 50 sem-terra, no dia nove. Conforme a liderança do movimento, os sem-terras vão aguardar a decisão do governo de Macucos, mas o grupo não quer ser "esquecido". "Em Macucos nós estávamos isolados e fizemos isso para não cair no esquecimento das autoridades", disse um dos líderes. No Maranhão, lavradores dos municípios de Vitória do Mearim, Monção e Cajari ocuparam, desde o último dia nove, as dependências da representação do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) na capital São Luís. Eles anunciaram que só saem depois que a direção nacional do órgão cumprir o acordo celebrado com eles, em março do ano passado, para a desapropriação da gleba Santa Rosa, de 3.189 hectares, localizada naqueles municípios e por eles ocupada há vários anos. Os sem-terras somam 150 pessoas, entre homens, mulheres e crianças (GM) (JC).