A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) denunciou ontem que madeiras nobres como cedro, mogno, andiroba, virola, jacareúba e cerejeira estão sendo contrabandeadas para o Peru. Segundo a COIAB, as madeiras estão sendo extraídas do Vale do Javari, a 400 quilômetros de Tabatinga, e 90% são provenientes de área indígena. A área que fornece madeira para os contrabandistas é parte de uma reserva nacional, que possui aproximadamente 9,9 milhões de hectares. O conselho indigenista do Vale do Javari, órgão ligado à COIAB, também denunciou a captura de borboletas, patrocinada pelos colombianos, nos municípios de Santo Antônio do Icá e Tocantins. As borboletas são exportadas para o Japão e a espécie mais cara custa, em média, CR$80 mil (GM).