MIGRANTES CHEGAM ANTES PARA GARANTIR VAGA NO CORTE DA CANA

O desemprego e a seca no norte de Minas Gerais e no Nordeste estão trazendo migrantes mais cedo para o corte da cana-de-açúcar, que só começa em maio, no interior de São Paulo. Em Santa Cruz das Palmeiras, uma cidade de 25 mil habitantes, eles começaram a chegar em dezembro e já são mais de mil, alojados em pequenas pensões e cortiços improvisados por toda a cidade. A safra do ano passado terminou em novembro e muitos trabalhadores não chegaram a passar sequer um mês em sua cidade de origem. Voltaram logo para garantir uma vaga na próxima safra. Eles alegam que a situação em seus estados é muito difícil e que às vezes trabalham um dia por semana, ganhando, no máximo, CR$1 mil. Nas fazendas da região, quando conseguem pequenos trabalhos antes do corte da cana, eles chegam a ganhar CR$15 mil por semana. O problema é que as vagas nesta época do ano são poucas e a maioria não encontra trabalho (O ESP).