CERTIFICADO DE INVESTIMENTO AUDIOVISUAL

O mercado financeiro do país conta agora com nova opção de investimento. Trata-se do Certificado de Investimento Audiovisual, lançado ontem no Rio de Janeiro (RJ) em evento promovido pela Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto (ANDIMA). Este título tem como objetivo financiar não apenas a produção de projetos audivisuais (sobretudo filmes), como também exibição, distribuição e infra-estrutura técnica (estúdios, equipamentos etc.). O diretor da ANDIMA, João Magno, estima que esse novo papel possa direcionar para este segmento investimentos da ordem de US$240 milhões. "O autor ou diretor terá que se preocupar com a sua obra e deixar a captação dos recursos por conta do mercado financeiro", frisou, explicando que só poderão ser captados 60% do valor do pregão apurado. O certificado foi criado pelo Decreto federal no. 974/93, que regulamenta a Lei do Audiovisual e prevê incentivos fiscais para as pessoas físicas e jurídicas que investirem em projetos voltados para o setor. As pessoas físicas poderão deduzir 3% do Imposto de Renda devido. Já as pessoas jurídicas terão direito a deduzir 1% do imposto devido, como também poderão deduzir o capital investido como despesa operacional. Para ter acesso ao crédito, o produtor deve submeter seu projeto ao Ministério da Cultura. De posse do parecer, o produtor solicita à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o registro dos Certificados de Investimentos. Na etapa seguinte, os títulos são negociados pelas instituições financeiras (bancos, distribuidoras, corretoras, registrados no Banco Central e na CVM) no mercado aberto, através do SINE-- sistema eletrônico desenvolvido pela rede de serviços ANDIMA e Central de Custódia de Títulos Privados (Cetip) (GM).