A economia cearense cresceu 23,71% sob as gestões de Tasso Jereissati e Ciro Gomes (ambos do PSDB), enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do país crescia 7,8%, e o do Nordeste, apenas 4,8%. O saneamento das finanças públicas, acoplado a uma agressiva política de incentivos, atraiu grandes investidores para o estado. O "milagre cearense", porém, não trouxe melhorias significativas para as condições de vida da maior parte da população. A concentração de renda no estado permanece elevada. Os dois governos tucanos elevaram em 30% a renda per capita no Ceará entre 1987 e 1992. Mas hoje 78% dos trabalhadores locais recebem menos de um salário-mínimo. O êxodo rural vem provocando o inchaço da capital Fortaleza, cujas favelas passaram de 234, em 1985, para 313, em 1991. No mesmo período, houve retrocesso nos indicadores sociais, apesar das iniciativas nas áreas de saúde e educaçao, que levaram o governador Ciro Gomes a receber um prêmio do UNICEF no ano passado. Em 1993 o estado registrou 22.135 casos de cólera. A taxa de analfabetismo, em 1992, estava em 44%, enquanto a renda per capita, naquele ano, era de US$1.327, para uma população economicamente ativa de 2.552.000 habitantes (em 1991) (FSP).