LÍDER AGRÍCOLA DEFENDE MODELO COOPERATIVO

Resgatar a importância de se viver no campo e criar condições políticas e econômicas para evitar o êxodo rural são os principais objetivos da Associação dos Jovens Agricultores do Brasil, a JA, uma entidade que reúne pouco mais de 500 fazendeiros com menos de 35 anos de idade e se prepara para ganhar mais espaço político. "O jovem agricultor tem de estar melhor preparado para assumir as direções das cooperativas, dos sindicatos rurais e até das suas propriedades", prega o presidente da JA, Laert de Lima Teixeira. Aos 31 anos, casado e um filho, ele tem um perfil bem diferente da maioria dos líderes ruralistas. Eleitor do PSDB nas eleições presidenciais de 1989 e um crítico do radicalismo ideológico em debates como a posse da terra, Teixeira é favorável à reforma agrária baseada em sistemas cooperativos e reivindica uma política de longo prazo para o setor. O Estado já se mostrou ineficiente e, por isso, não acreditou num
77970 projeto convencional com sua mediação, disse. Teixeira revelou, ainda, que o setor não se articulou para tentar influir na revisão constitucional e descartou a hipótese de a JA tentar ocupar o vazio deixado pela União Democrática Ruralista (UDR) (O ESP).