O líder do governo no Senado Federal, Pedro Simon (PMDB-RS), alertou ontem o Congresso Nacional de que a alternativa à rejeição do Fundo Social de Emergência (FSE) será o choque na economia. "Talvez o governo tenha que retornar às medidas de impacto e aos pacotes de radicalização", advertiu. Simon disse que o ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, pedirá demissão se o FSE for rejeitado. Simon afirmou que o Congresso está na obrigação moral de aprovar o FSE, porque em passado recente aceitou sem resistência os planos Cruzado e Collor. Fernando Henrique Cardoso deixou claro, porém, que se o governo tiver que recorrer a medidas heterodoxas, ele já não será mais ministro da Fazenda. "Nem choques nem sustos fazem parte do meu programa", comentou. O ministro recebeu ontem, em São Paulo (SP), apoio de representantes dos grupos empresariais mais importantes do país. Empresários como José Ermírio de Moraes, presidente do grupo Votorantim; Paulo Cunha, do grupo Ultra; e Edson Vaz Musa, do grupo Rhodia, prometeram fazer contatos com os políticos com os quais mantêm relacionamento para convencê-los da importância da aprovação do FSE (JB).