A Comissão Especial de Investigação (CEI) da Presidência da República deu prazo de 30 dias para que todos os funcionários públicos que controlam despesas do governo apresentem declarações de renda e de bens. A medida vai atingir desde ministros até chefes de departamentos financeiros e de pessoal de órgãos públicos. O presidente Itamar Franco empossou ontem os sete membros da comissão que vai apurar denúncias de irregularidades no Executivo, sob a presidência do ministro da Administração Federal, Romildo Canhim. A CEI decidiu ontem reunir todas as sindicâncias abertas no governo para investigar corrupção em órgãos públicos. Segundo Canhim, a comissão dará prioridade inicial às investigações sobre a rede de corrupção no Orçamento Geral da União, por determinação do presidente Itamar Franco. A CEI decidiu investigar também a concessão de empréstimos da Caixa Econômica Federal (CEF) para empresas do deputado federal Ricardo Fiúza (PFL-PE) e a destinação de verbas públicas para eletrificação de fazendas do parlamentar no Maranhão. A cada três meses, o presidente deverá receber um balanço dos trabalhos da comissão especial. As investigações serão feitas por grupos técnicos coordenados por um membro da CEI. A comissão avaliará os resultados e decidirá sobre encaminhamento das denúncias ao Ministério Público ou ao Tribunal de Contas da União. Os demais membros da CEI são: Cândido Mendes de Almeida (advogado), Modesto Carvalhosa (advogado), Emerson Kapaz (empresário), Daniel Quintela Brandão (advogado e fazendeiro), Evandro Gueiros Leite (ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça), Miguel Jeronymo Ferrante (ex-ministro do STJ) e Francisco Batista Torres de Melo (general de divisão reformado) (FSP) (JB).