A presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Aspásia Camargo, assumiu ontem a presidência do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), instalado em substituição ao extinto Conselho Nacional do Serviço Social (CNSS). Como prioridade, anunciou que fará um estudo para saber se as cerca de 40 mil entidades assistenciais espalhadas pelo país são realmente necessárias para a erradicação da miséria ou se servem apenas a interesses eleitoreiros. Aspásia lembrou que, só no ano passado, 12 mil entidades assistenciais foram descredenciadas junto ao Ministério do Bem-Estar Social por não dispor dos pré-requisitos necessários ao funcionamento. Muitas dessas entidades, segundo a nova presidente do CNAS, estão se recredenciando. Mas é preciso não confundir filantropia com assistência social. Os
77948 resultados são esses que acabamos de assistir, afirmou, referindo-se ao escândalo das subvenções sociais descoberto pela CPI do Orçamento. Para ela, a saída para a erradicação da miséria no país é a municipalização da assistência social, com a criação de conselhos regionais, controlados pelas prefeituras municipais (JC).