GOVERNO MUDA CRITÉRIO PARA CONCESSÃO DE BOLSAS PARA O EXTERIOR

A partir deste ano, está mais difícil para os estudantes brasileiros ganhar uma bolsa de estudos para o exterior. A fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), as duas principais agências do país de fomento à formação de recursos humanos, iniciaram uma série de medidas práticas para reduzir os custos das bolsas no exterior e melhorar a avaliação dos bolsistas. A crescente redução de recursos orçamentários para ciência e tecnologia, principalmente nos últimos três anos, levou as duas agências, que juntas mantêm hoje cerca de cinco mil bolsistas no exterior, a redirecionarem suas prioridades. A Capes terminou com as bolsas de mestrados no exterior e está aprimorando a seleção dos bolsistas. Agora, os candidatos das bolsas da Capes, além dos pré-requisitos necessários, têm que passar por uma rigorosa entrevista pessoal, realizada pelos consultores da instituição. Além disso, foi priorizada a formação em nível de pós-doutorado, doutorado- sanduíche (projeto e defesa de tese no país e parte dos estudos no exterior) e as bolsas concedidas através de acordos bilaterais. As bolsas de doutorado só serão oferecidas em áreas cujos cursos no Brasil ainda não alcançaram um nível de qualidade compatível com os padrões internacionais. Na mesma linha da Capes, o conselho deliberativo do CNPq decidiu, no final do ano passado, acabar com as bolsas de mestrado no exterior. As bolsas de aperfeiçoamento e especialização só serão concedidas excepcionalmente, em áreas carentes do país, e apenas para pesquisadores de nível superior ou igual a mestre (GM).