O embaixador Paulo Nogueira Batista defendeu ontem a fusão dos blocos comerciais regionais-- MERCOSUL e Pacto Andino-- para a criação da Área de Livre Comércio da América do Sul, um vasto mercado que englobaria 10 países do continente. "O MERCOSUL é pequeno para o potencial do Brasil e, portanto, o país precisa se expandir por toda a região sul-americana", afirmou Batista numa palestra a empresários reunidos pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, em São Paulo (SP). Para demonstrar as evidentes vantagens de fortalecer laços comerciais com seus vizinhos continentais, o embaixador divulgou cifras segundo as quais o país, hoje, detém uma fatia de 25% das importações, equivalentes a US$18 bilhões anuais, dos demais sócios do MERCOSUL. "Do restante da América do Sul, a parcela brasileira é de apenas 5% a 6% sobre um volume anual de importação de US$35 bilhões". Longe de prejudicar as já difíceis negociações para a consolidação da união alfandegária entre as nações do MERCOSUL-- Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai--, Batista considera que uma convergência em direção ao bloco andino-- formado pela Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia-- teria o poder de, ao fortalecer o comércio intrarregional, ampliar a competitividade sul-americana frente aos rivais, principalmente, asiáticos (O ESP).