CPI PRENDE FRAUDADORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência Social prendeu ontem em flagrante o advogado Ilson Escóssia da Veiga e o motorista Aláide Ximenes, acusados de desviar US$88 milhões da Previdência Social. O fato é inédito nos anais do Congresso Nacional. A CPI pretendia fazer uma acareação de Escóssia e Ximenes, para depois tomar novos depoimentos de ambos. Os dois se recusaram a prestar o juramento de praxe e por isso foram presos. A mesa da CPI também deu voz de prisão à advogada Eni Moreira, defensora de Ximenes, acusada de tumultuar os trabalhos e retirada à força do plenário pelos seguranças. A prisão em flagrante acrescenta mais três anos de cadeia para Escóssia, que já cumpre pena de 14 anos de prisão. Ximenes, que mora no Rio de Janeiro, ficará preso num cela da superintendência da Polícia Federal em Brasília (DF). A decisão dos parlamentares se baseou no artigo 4o. da Lei 1.575, de 1952, que regulamenta as CPIs, e no artigo 329 do Código Penal, que determina prisão de um a três anos por falso testemunho ou silêncio como testemunha. "Foi tudo combinado, eles mentiram para a CPI", revoltou- se a deputada Cidinha Campos (PDT-RJ), relatora da comissão. Para efetivar a prisão de Escóssia e Ximenes, foi convocado o deputado Vital do Rêgo (PDT-PB), procurador-geral da Câmara (O ESP).