SINE VAI ESTIMULAR CRIAÇÃO DE MICROEMPRESAS

Dois projetos, ambos visando o trabalhador informal, devem respaldar a campanha Ação da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida em sua segunda fase-- a criação de empregos--, no Rio Grande do Sul. Os dois estão a cargo do Sistema Nacional de Emprego (SINE) e da Fundação Gaúcha do Trabalho, órgão do governo estadual. O mais ambicioso deles, orçado em US$550 mil, pretende transformar desempregados em microempresários. "Cerca de 400 profissionais serão favorecidos e 80 microempresas criadas", prevê Eudóxia Machado, do SINE/RS. Ele vai apoiar a mão-de-obra de competência satisfatória, mas desprezada pelo mercado de trabalho. Eudóxia pensa em autônomos-- marceneiros, consertadores de eletrodomésticos, sapateiros, estofadores, serralheiros-- que não encontram serviço devido à recessão e não podem se estabelecer por falta de maquinário ou matéria-prima. O plano consiste em possibilitar a esses trabalhadores um pequeno empréstimo, com juros favorecidos. "Calculamos que, com US$6,5 mil, é possível estabelecer um negócio", disse. O tomador do empréstimo teria de seis a nove meses para pagá-lo, um prazo curto, mas que possibilitaria ao SINE e à Fundação recuperar recursos para abrir novas microempresas. Embora modesta, uma empresa do gênero sustentaria uma família de até cinco pessoas. Depois de um ano, cada micro geraria mais uma vaga (O ESP).