As empresas brasileiras deverão investir US$150 milhões no MERCOSUL neste ano, comentou ontem o chanceler Celso Amorim na audiência pública organizada pela comissão parlamentar conjunta do MERCOSUL, presidida pelo deputado Nelson Proença (PMDB-RS). A estimativa sobre novos investimentos se relaciona com o aumento dos fluxos de comércio entre os quatro países. Em pouco menos de três anos, as trocas intrarregionais pularam de US$4,5 bilhões para US$8 bilhões no ano passado. No mesmo período, as vendas brasileiras para os três sócios passaram a representar 13% em relação a 4,5%. A Argentina já responde por 10% das exportações do Brasil, tendo se tornado o seu segundo mercado individual. No ano passado, as exportações brasileiras para o MERCOSUL aumentaram 35%, e as importações, 58%. O ministro das Relações Exteriores disse, ainda, que o MERCOSUL "não é um projeto excludente e nada impede que negocie com o NAFTA" (GM).